domingo, 24 de julho de 2011

Teste de Desempenho Escolar

Hoje vou falar sobre o TDE – Teste de Desempenho Escolar - que conheci através de um livro que comprei no semestre passado e acho muito válido para professores e futuros psicólogos, como eu. Este teste serve como um instrumento complementar de avaliação do desempenho, fornecendo ao professor (ou a um profissional, como psicólogo ou psicopedagogo) informações específicas na área da escrita, leitura e aritmética sobre os alunos e/ou sobre um grupo. Ou seja, ele permite "mensurar" se o conhecimento de um aluno, nos campos da escrita, leitura e aritmética, está dentro, ou não, do que é esperado para sua faixa etária e, assim, possibilitar ao profissional o trabalho nos pontos específicos das dificuldades do aluno.
         O TDE é um teste reconhecido como “instrumento psicométrico que busca oferecer de forma objetiva uma avaliação das capacidades fundamentais para o desempenho escolar, mais especificamente da escrita, aritmética e leitura” (Stein, 1994).
         Segundo o Conselho Regional de Psicologia, trata-se de um teste reconhecido, mas não específico, ou seja, não é um teste psicológico, e que, por sua vez,  pode ser aplicado por profissionais de outras áreas, como pedagogos, por exemplo. (Consultar: http://www.crpsp.org.br/portal/).
         Esse teste é considerado o primeiro instrumento para uma avaliação psicopedagógica individual, indicando de maneira abrangente quais áreas da aprendizagem escolar que estão preservadas ou prejudicadas no aluno.
         Ele pode ser aplicado a alunos do 2º ao 6º ano do Ensino Fundamental e é composto por três subtestes que avaliam: escrita (de palavras isoladas sob forma de ditado), aritmética (solução oral de problemas e cálculos de operações aritméticas por escrito) e leitura (reconhecimento de palavras isolados de contexto).
O TDE não avalia a interpretação do aluno,  ele elimina a interferência do significado dos itens e sua compreensão, visando avaliar a capacidade básica envolvida em cada um dos subtestes, ou seja, codificação e decodificação. Isso porque, na percepção de dificuldades no aluno, na área da Linguagem, é importante detectar se o problema é na associação fonema/grafema ou é decorrente da dificuldade de interpretar.
         Sobre o subteste de Escrita: Constitui-se de uma lista de 45 palavras, que obedecem a uma ordem crescente de dificuldade ortográfica. Para evitar dificuldades referentes à interpretação da palavra, cada uma delas apresenta-se em uma frase que explica seu conceito.
         Sobre o subteste de Aritmética: É composto de cálculos aritméticos com grau de dificuldade crescente, sendo alguns problemas orais, que também deverão ser respondidos oralmente e operações, numa versão final de 38 itens.
         Sobre o subteste de Leitura: É constituído de 75 palavras em ordem crescente de dificuldade, obedecendo ao seguinte critério: gradação dos fonemas segundo as relações fonológico-ortográficas, número de sílabas, grau de familiaridade com o vocábulo e padrões silábicos.
          Os resultados são convertidos em uma escala, sendo classificados em: superior, médio e inferior para cada série escolar, podendo também, ser utilizada a comparação de desempenho de um aluno para outro. Há também a possibilidade de classificar o resultado de acordo com a idade.
O objetivo de sua aplicação em sala de aula é proporcionar aos professores informações mais específicas sobre as dificuldades dos alunos, auxiliando-os no desenvolvimento de conteúdos e metodologias de trabalho, bem como na orientação aos pais e no encaminhamento de alunos à avaliações com profissionais específicos, quando necessário. Ele também pode servir como instrumento de comparação entre grupos de uma mesma série, identificando dificuldades que demonstrarão pontos a serem trabalhados pelos professores, buscando equiparar o desenvolvimento das habilidades avaliadas no TDE dentro da escola, ainda que em ritmos e demandas específicas.
Caso queira conhecer mais sobre o teste: TDE - teste de desempenho escolar: manual para aplicação e interpretação / Lilian Milnistky Stein. - São Paulo: Casa do Psicólogo, 1994. 

Um comentário:

  1. Em primeiro lugar, parabéns pelo texto. Em segundo lugar, obrigada pela visita, pelo recadinho e por me seguir. Estou seguindo vocè também. Parabens pelo curso de psicologia. Volte sempre que quiser e puder.bjos.

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